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Projeto de extensão “Mulheres de fé” promove a aceitação cultural e religiosa

Televisor antigo mostra chamada para exibição de Vídeo Documentário "Agô Minha Mãe – Mulheres de Fé no Triângulo Mineiro"

A fim de trazer à tona a conscientização em relação ao respeito à liberdade de culto e expressão cultural, a coletânea “Mulheres de Fé: Urdiduras no Candomblé e na Umbanda” terá seu evento de lançamento no dia 3 de maio (quinta-feira), com exibição do vídeo-documentário “Agô Minha Mãe – Mulheres de Fé no Triângulo Mineiro”.

A coletânea apresentada no evento faz parte do projeto de extensão “Mulheres de fé e de festa: ação afirmativa, audiovisual voltadas para a salvaguarda da memória ancestral”, cujo objetivo principal é a catalogação e registro da memória congadeira e religiosa da cidade de Uberlândia. Tal registro foi realizado através do acompanhamento cotidiano de uma família liderada por sete mulheres que, além de comandar um grupo de Congado devoto a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, também são zeladoras de um terreiro de Umbanda tradicional na cidade, mostrando a relação de intimidade que elas possuem com essas pertenças identitárias.

“Percebemos que a valorização das pertenças negras inclusive na universidade ainda é lacunar, uma vez que esses saberes não são valorizados na academia. O objetivo foi dar visibilidade a essas práticas, a cidade de Uberlândia conta com uma grande população afro, mas que não reconhece sua história e essas memórias”, afirma Cairo Katrib, coordenador do projeto extensionista.

O evento acontecerá no Anfiteatro 5S do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a partir das 18 horas do dia 3 de maio, e é aberto a todos que se interessarem pelo tema.

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Juliana Tobias, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de Denilson Carrijo, coordenador administrativo do ObEXC

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Por Juliana Tobias, estagiária em graduação, ObEXC
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UFU Comemora 40 anos com Arte na Praça

UFU Comemora 40 anos com Arte na Praça

Pelo décimo quinto ano consecutivo, a Praça Sérgio Pacheco recebe o Festival Arte na Praça. Desde a sua criação, em 2003, o festival de música independente é realizado em Uberlândia e, neste ano, celebra os 40 anos de federalização da Universidade Federal de Uberlândia.

Para 2018, a UFU prevê uma série de atividades em comemoração aos seus 40 anos. Neste conjunto de atividade, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e a Diretoria de Cultura realizarão seis edições do Arte na Praça, sendo três delas nas cidades que possuem campi de sede: Monte Carmelo, Ituiutaba e Patos de Minas. Mais três edições realizadas em Uberlândia, onde nasceu o festival, dentre outras ações culturais.

O Arte na Praça é um dos eventos mais aguardados da agenda cultural de Uberlândia, e o mais tradicional projeto da Proexc/Dicult realiza mais uma edição neste domingo (15), em conexão com o Festival Cena Cerrado.

Conexão Festival Cena Cerrado

A parceria de grandes festivais com o Arte na Praça não é de hoje. A visibilidade do Festival, desde sua criação, promoveu e contribuiu com a realização de outros festivais, como o Festival Timbre, Mineiro Beat, Jambolada, UdiRock, entre outros.

Desta vez, o Arte na Praça ocorre juntamente com o Festival Cena Cerrado, que acontece entre os dias 9 e 15 de abril. O evento é gratuito e reúne uma diversidade de expressões artísticas com uma programação repleta de música, artesanato, gastronomia além de mesas de debates, que vão desde a importância da cultura e da arte para população, até o destaque de mulheres no cenário artístico independente. De segunda a sábado acontece o Cena Cerrado e no domingo, o Arte na Praça garante a continuidade do Festival.

O sucesso conquistado por meio do intercâmbio cultural é refletido na programação do evento, que conta com mais de 15 shows de bandas da região e de outros estados. Tagore, artista pernambucano que recentemente se apresentou no festival Lollapalooza, em São Paulo e Medulla (RJ) são alguns dos destaques entre as atrações, que se misturam aos novos nomes da cultura local, como Canábicos, Kainã Bragiola, Vaine e Santa Pipe.

Programação

14h - Santa Pipe

15h - Canábicos

16h - Vaine e Karina

17h - Medulla

18h - Cachalote Fuzz 

19h – Tagore

 

Serviço 
Arte na Praça conexão Festival Cena Cerrado
Data: 15/04/2017 Horário: 14h 
Praça Sérgio Pacheco – Centro Uberlândia 
Página do Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/229992134231084/
Página da Dicult no Facebook: https://www.facebook.com/ufudicult

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Por Observatório de Extensão e Cultura
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Regimento Interno do Coral da UFU

CONSEX aprova regimento interno do Coral da UFU

O Conselho de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Uberlândia aprovou, no último dia 21 de março de 2018, o Regimento Interno do Coral da UFU.

O Coral da UFU foi criado com a finalidade de promover a difusão e ampliar a formação em música erudita e popular de qualidade para a comunidade universitária e sociedade em geral e, apesar de sua atuação há mais de 40 anos ininterruptos, ainda não possuía regulamentação específica. O regimento visa a organização normativa desse corpo artístico, “consagrando” a institucionalização do Coral da Universidade Federal de Uberlândia e expondo, sob o aparato legal, os seus objetivos, a sua disposição organizacional e o seu funcionamento.

Com a aprovação da resolução, a UFU assumiu mais uma vez seu compromisso com o fomento, gestão e promoção da criação artística e cultural no ambiente acadêmico, estimulando o aprimoramento de práticas culturais e artísticas já existentes, além de reafirmar o compromisso com a promoção da reflexão teórico-conceitual sobre as experiências estéticas educativas por meio de uma atitude consciente que permita integrar o conceito e os sentidos da diversidade cultural característicos de nossa região e do País.

Para conhecer a resolução, clique AQUI.

Acesse a página do Coral da UFU.

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Por Observatório de Extensão e Cultura ObEXC
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FORPIBID em seminário na UFU debate a importância do Pibid

Teve início na quarta-feira (21), o VI Seminário Institucional do PIBID na UFU, com o tema “O Pibid na formação de professores: impactos e perspectivas”. O evento acontece até o dia 23-02, no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e conta com mesas-redondas, fóruns de discussão, rodas de conversas, além de várias atividades artístico-culturais. Diante do cenário incerto do Programa para 2018, o Seminário atuará como um fórum de discussão para resultados de trabalhos de licenciandos da Universidade e de outras instituições de Ensino Superior e Educação Básica. Nomes como o do professor Nilson de Souza Cardoso, atual presidente do FORPIBID e do Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFU, Hélder Eterno da Silveira, proferiram palestras no evento.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é o maior programa de formação docente do Ministério da Educação (MEC) e está em vigência desde 2010. O edital será encerrado agora no final de fevereiro, como já era previsto desde seu início, porém, o pedido de prorrogação feito pelo Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (FORPIBID) ao MEC, não foi aceito. Na prática, o programa terá uma interrupção das bolsas sem previsão de retorno. Para o Pró-Reitor da Pró Reitoria de Extensão e Cultura da UFU (Proexc), o PIBID talvez seja o programa que apresenta maior expressão de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Segundo o professor Hélder, é um programa de desenvolvimento profissional que tem como matriz a investigação e é implementado nas escolas de educação básica, ou seja, ele é eminentemente um projeto de extensão.

Marcelo Cervo Chelotti, Coordenador do PIBID Interdisciplinar na UFU campus Santa Monica, e membro da comissão organizadora do evento, revela que há muita animação em relação ao Seminário, apesar do atual cenário político e da incerteza do rumo do Programa para esse ano. “É um seminário de resistência, dizendo que o PIBID tem que ficar porque ele é importante, principalmente no fortalecimento das licenciaturas e na formação de professores”, afirma.

O evento contou com a apresentação da Orquestra Popular do Cerrado e, após, deu-se início a solenidade de abertura. Na sua palestra, Nilson Cardoso, presidente do FORPIBID, abordou o PIBID na atual conjuntura e destacou que é necessário analisar os impactos do Programa e traçar as perspectivas disponíveis para um futuro breve. O questionamento sobre a continuidade do Programa acontece desde 2015. Para ele a interrupção que possivelmente acontecerá a partir do dia 28 desse mês trará impactos negativos ao cenário educacional do país, uma vez que são mais de 5 mil escolas e quase 70 mil bolsistas - entre professores e estudantes -, envolvidos diretamente nas atividades. “Ficará uma lacuna que precisará ser rearticulada”, diz.

O medo diante do impasse do Programa assusta tanto os docentes, como os discentes. Para Guilherme Henrique dos Santos Santana, 20, estudante do curso de Geografia da UFU e bolsista do PIBID, o Programa é essencial, tanto para a Universidade, como também para as escolas públicas inseridas nos projetos, que são melhor avaliadas em indicativos sociais e de ensino. “O PIBID é o que produz, é o que devolve o investimento que o Governo dá para a gente”, relata.

Nilson de Souza Cardoso é licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e mestre em Educação - área de concentração formação de professores, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). É professor assistente do curso de licenciatura em Ciências Biológicas da UECE. Atualmente, participa do Mestrado Profissional em Ensino de Biologia (PROFBIO), como professor permanente na UECE, atua como Coordenador Institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID da UECE (2014/2018) e preside o Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais do PIBID (FORPIBID).

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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por: Bárbara Fernandes, estagiária em graduação, ObEXC
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Piac um mecanismo de transformação InterArte

Além da rotina de estudante universitária, Rubia Bernardes Nascimento também dividia seu tempo durante a graduação, com o trabalho como produtora em dois coletivos teatrais, Grupo de Teatro Apoteose e Coletivo Ocupa Teatro, e sua própria carreira como atriz, produtora e fotógrafa. Em 2017 ela concluiu o curso de Teatro na Universidade Federal de Uberlândia (UFU); em 2018, iniciou o mestrado em Artes Cênicas também na UFU.

Uma vez já inserida no meio cultural e artístico, a estudante viu no Programa Institucional de Apoio à Cultura (Piac/Estudantil) 2017 uma possibilidade de ter um projeto aprovado dentro da Universidade, além de poder desenvolver atividades relacionadas a valorização do fazer teatral. “Vi também uma oportunidade de promover a formação de público, dado que produções que não são de grande reconhecimento nacional, ainda apresentam escassez de espectadores”, completa a atriz.

Rubia foi autora do projeto “InterArte – Mostra Itinerante de Teatro e Oficinas Teatrais nos Campi: Pontal; Monte Carmelo; Patos de Minas; e Santa Mônica (colocar hiperlink: https://www.facebook.com/interarte.ufu)”. Dentre as ações propostas, realizou quatro oficinas teatrais baseadas na estética teatral do Teatro do Oprimido/Teatro Fórum, além da apresentação de quatro peças teatrais com diferentes linguagens de coletivos ou artistas distintos graduandos ou já graduados em Teatro pela UFU. De acordo com a preponente, houve uma busca por valorizar artistas locais e regionais.

Para a Rubia, o grande diferencial do Piac Estudantil está no fato de possibilitar a produção cultural e artística exclusiva aos estudantes; atribuindo assim, a capacidade de autonomia no desenvolvimento de ações dos mesmos. “Estimula ainda, a comunidade estudantil a produzir propostas passiveis de fortalecer a tríade que rege a Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão”, afirma.

Questionada sobre a demanda cultural dentro da Universidade, Rubia elucida que por meio da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFU (Dicult/Proexc) é possível o desenvolvimento de atividades que incentivem cada vez mais a produção das múltiplas dimensões culturais. “Vejo com ótimos olhos as ações da gestão da Dicult, pois não minimizam esforços para ampliar os procedimentos referentes à cultura e arte”, diz.

O InterArte foi finalizado no dia 08 de dezembro de 2017, por meio de sua última intervenção no Núcleo de Cultura e Arte (NuCA) Carolina Maria de Jesus no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Segundo a agora mestranda Rubia Nascimento, o projeto oportunizou o estímulo e a percepção dos participantes das oficinas para que se percebessem como agentes de transformação social. Sobre a experiência, ela conta que pode aprimorar seus conhecimentos e práticas relacionadas à produção de um projeto artístico, através de atividades articuladas com os responsáveis pelos os Campi da UFU. “Desejo aprimorar o material já escrito e submetê-lo a outros editais a nível estadual, por exemplo”, finaliza.

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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por: Bárbara Fernandes, estagiária em graduação, ObEXC
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Arte em perspectiva no palco do Piac. Atuando: Mario Leonardo, idealizador do projeto.

Mario Leonardo Silva Marques (foto a esquerda) é aluno do 8º período de bacharelado em Teatro na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É também membro de um grupo de pesquisa em Máscaras, oriundo do seu curso. Em 2017 teve seu projeto “Do Fundo do Baú: Charlatanismo no Triângulo Mineiro” aprovado no Programa Institucional de Apoio à Cultura (PIAC/Estudantil) da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria da Extensão e Cultura (Dicult/Proexc/UFU) que tem o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae/UFU).

Antes do Piac vir à tona, um outro membro do grupo de pesquisa do estudante já havia escrito um texto para uma disciplina de dramaturgia e demonstrava interesse em torna-lo público. Mario conta que se juntaram em um grupo e deram início ao processo, tirando capital dos seus próprios bolsos, diversificando os lugares de apresentação, confeccionando figurino, cenário e maquiagem. “Ficamos de certa forma independentes da Universidade”, diz.

Créditos: Rafael Michalichem

Foi depois dessa experiência autônoma que o momento da abertura das inscrições de projetos para o Piac pareceu tornar-se uma boa ideia, uma vez que para a submissão, não era necessário um professor ou técnico responsável. “Mesmo assim, nossos professores nos incentivaram muito para inscrição, mas no final era a gente fazendo, a gente errando e a gente acertando”, lembra. O estudante acredita que a modalidade estudantil do Programa é um incentivo à cultura e aos discentes, a partir do momento que dá autonomia para eles pensarem e elaborarem seus próprios projetos conforme suas ideias e vontades, além de auxiliar financeiramente aqueles que as vezes não teriam recursos próprios ou de patrocinadores para a realização.

O “Do Fundo do Baú” contou com apresentações teatrais, nas cidades de Uberlândia (e também no seu Distrito de Cruzeiro dos Peixotos), Ituiutaba, e Monte Carmelo. Segundo o proponente da ação, a etapa mais difícil foi em Monte Carmelo. Ele relata que a apresentação acontecia em uma praça no centro da cidade, quando o grupo do projeto percebeu que a mesma poderia ter sido articulada de uma forma melhor – na frente da praça havia uma escola. “Só depois percebemos que poderíamos ter apresentado no horário de saída dos alunos, ou na escola mesmo, para os estudantes”, afirma.

Créditos: Rafael Michalichem

O motivo principal que levou o grupo a inscrição no Piac, foi a experiência em ter uma mostra mais condensada do que é uma temporada. “Queríamos experimentar espaços diferentes com públicos variados”, revela Mario. Entre altos e baixos, ele compreendeu que a partir das quatro apresentações realizadas, pode aprender na prática como é realmente organizar um projeto, além de aprofundar seus conhecimentos em todos os âmbitos de um espetáculo: a produção, a execução, a atuação, a encenação, o espaço físico, o contato com o público, a estética e os problemas naturais da montagem de uma peça teatral. “Nós ficamos muito felizes com a receptividade das pessoas que assistiram a gente e a repercussão do espetáculo que estávamos circulando”, elucida.

O estudante conta que quando ingressou na UFU via muitas ações culturais acontecendo, mas nenhuma delas saindo dos muros da Universidade. Em seu entorno, não enxergava o diálogo entre os campi com a comunidade. “Acho que a partir do Piac, essa oportunidade de autonomia dada ao aluno, começa a ter um novo movimento na Universidade. Até os campi que não tem cursos na área das artes puderam ter contato com essa estética”, finaliza.

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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por: Bárbara Fernandes, estagiária em graduação, ObEXC
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Para além dos muros da Universidade

Alanna Fernandes do Nascimento é estudante do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia. Durante sua graduação, sempre tentou levar cultura e arte para dentro da sala de aula, através de poemas, vídeos e músicas que se relacionavam ao assunto da matéria ministrada no dia.

No início de 2017 a estudante começou a trabalhar com audiovisual e, por meio do seu trabalho queria devolver à Universidade um pouco de tudo que ela lhe ofereceu, formação acadêmica, crescimento pessoal; caráter e outras tantas oportunidades profissionais. Aliado a esse desejo e a oportunidade de gerar cultura, Alanna se inscreveu no Programa Institucional de Apoio à Cultura (Piac) 2017, viabilizado pela Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria da Extensão e Cultura (Dicult/Proexc) com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae), na modalidade estudantil. “Gostaria de fazer algo relacionado à instituição que fosse benéfica para ela e para mim, na minha carreira como artista”, revela.

Seu projeto “Palhaços Visitadores: transformando o cinza do HC UFU em risos e cores”, que foi aprovado, consiste na elaboração de documentário sobre os Palhaços Visitadores, imersos em um projeto já existente, o “Pediatras do Riso”, do curso de Teatro da UFU. O Pediatras do Riso existe há 18 anos e leva para crianças e adultos hospitalizados no Hospital de Clínicas da UFU, através de seus personagens palhaços, arte e comicidade. Atualmente é coordenado pela professora Ana Wuo.

De acordo com a estudante, a proposta é que o produto tenha de vinte a trinta minutos e que retrate de forma lúdica, poética, risonha e verdadeira a vida e o trabalho dos Palhaços Visitadores. Por meio de discursos e imagens espalhafatosas, brilhantes e mágicas de palhaçaria, pretende retratar como a arte pode fundir-se ao sentido da dura realidade e transforma-la num experimento profissional que ressignifique a dor, a doença, a espera, o ambiente hostil e a seriedade de profissionais que se perderam na dureza da vida e se renderam à rotina séria, enrijecida e metódica.

Alanna conta que sua ideia foi muito bem recebida pela professora Ana, uma vez que ela tem a intenção de institucionalizar o trabalho dos Pediatras do Riso e que a documentação do trabalho deles poderá ajuda-la nessa conquista. Relata também que todos e todas que estavam no Hospital, seja paciente ou acompanhante, durante os dias de filmagem receberam a equipe com toda abertura e carinho possíveis, agradecendo a todo momento o trabalho do pessoal do Pediatras e comentando sobre a extrema importância do riso num ambiente tão hostil como é um hospital, principalmente quando falamos sobre crianças.

 

 

Em relação ao processo de seleção do Piac, a estudante afirma que ocorreu de forma extremamente democrática e organizada. E essa modalidade dispensa a presença de um professor ou técnico administrativo como coordenado, dando protagonismo ao estudante UFU. “O apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) e da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) personificados na equipe da Diretoria de Cultura (Dicult) são de fundamental importância para a conclusão dos projetos com êxito e excelência”, garante Alanna.

Na opinião da discente o processo de seleção é muito benéfico, pois além de ajudar os estudantes a obter experiência no que diz respeito à leitura e compreensão de editais, também auxilia na obtenção de experiência em como se portar durante o processo de seleção, a criar uma argumentação concisa e coesa para um melhor entendimento dos jurados e a ter comprometimento para com a responsabilidade de prestação de contas com um dinheiro que não é seu, mas sim da sociedade.

Diante de um cenário nacional de cada vez menos fomento a cultura e a arte, Alana vê o incentivo do Piac com muita estima, uma vez que através dos projetos selecionados, há a democratização e a ampliação do acesso cultural de pessoas das mais variadas idades e camadas sociais. “A promoção da cultura é fundamental para a formação de um cidadão sensível, criativo, lúdico, comprometido com a empatia e o amor ao próximo, e principalmente, crítico em relação à realidade”, diz.

Há algum tempo, o direito às festas e manifestações culturais dentro dos muros da Universidade foi reduzido significativamente e é por isso, na opinião da estudante que o PIAC é tão importante. “É um suspiro de vida, é uma possibilidade que os artistas voltem a ter o espaço e visibilidade que merecem”, finaliza ela.

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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por: Bárbara Fernandes, estagiária em graduação, ObEXC
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30 de janeiro é dia de aprender a utilizar o SEI! na Proexc

O Sistema Sei é um sistema de gestão, que visa a obtenção de substanciais melhorias no desempenho dos processos da administração pública, com ganhos em agilidade, produtividade, satisfação do público usuário e redução de custos.

Para implantação e suporte ao sistema, foi criada uma comissão multissetorial, designada pelas Portarias R nº 690, de 07 de julho de 2016, e, 855, de 08 de agosto de 2016, publicadas no Jornal de Portarias da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), edição 399, de 08 de julho de 2016, página 07, fundamentada pela Portaria R Nº 689, de 07 de julho de 2016, e que dispõe sobre a implantação e o funcionamento do processo administrativo eletrônico ou digital no âmbito da UFU.

Integram a Comissão Interna para Implantação e gestão do SEI! UFU, representantes do Centro de Tecnologia da Informação (CTI), do Setor de Protocolo (SEPRO), do Setor de Arquivo Geral (SEARQ), e também, representantes de cada Pró-Reitoria da UFU e de cada hospital (veterinário odontológico e de clínicas). A referida comissão se reuni semanalmente para tratar do sistema e de seus desdobramentos.

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), está representada por Thiago Martins, chefe do setor de Editais.

A implantação do SEI, ocorrida no dia 10 de agosto de 2017 teve um grande impacto sobre as atividades de rotinas administrativas realizadas pelos servidores da UFU. As tramitações passaram de papel para digital e o sistema segue uma lógica processual.

Contudo, poucos setores da Universidade trabalhavam de forma processual e com as atividades mapeadas o que gerou um verdadeiro choque na cultura de trabalho.

Para minimizar essa situação a proposta nesta didática nesta aula de formação é:

- Manuseio da Plataforma SEI;

- preenchimento de informações ao iniciar processos e gerar documentos;

- ferramentas de controle de processos;

- tramitação de processos;

- ferramentas de confecção de documentos;

- tipos documentais (quais usar e quando usar);

- confecção de memorandos;

- digitalização de documentos;

- relatórios;

- espaço da dúvidas.

 

Sugere-se a oportunidade aos interessados em enviarem antecipadamente suas dúvidas sobre o sistema SEI! para o e-mail editais@proex.ufu.br até o dia 26 de janeiro de 2018. Objetivando um melhor rendimento em sala.

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Autoria: 
Por José Amaral Neto, coordenador do ObEXC, com Thiago Martins, chefe do setor de Editais
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Gerando protagonismos a parceria Proae-Proexc

O Programa Institucional de Apoio à Cultura (PIAC), criado em 2017, tem como objetivo apoiar, com recursos financeiros e técnicos, a realização de projetos artísticos e culturais em todos os campi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Um dos editais disponibilizados pelo programa é referente ao fomento às ações culturais protagonizadas por estudantes de graduação e financiado com recursos da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae). Diferente da maioria dos programas, o PIAC Estudantil não necessita que o projeto apresentado para submissão tenha um professor responsável/orientador, gerando assim, mais protagonismo ao aluno. Neste seu primeiro ano o PIAC apoiou 19 projetos.

O estudante de Teatro da UFU, Mario Lucio Cortes Junior, teve seu projeto “O Barqueiro em Alto Mar” aprovado no edital/2017. Sobre o processo de seleção do Piac, Mario disse que foi tranquilo e rápido. “Ainda acho que o ponto mais importante é o aprendizado na escrita de projeto, execução e prestação de contas”, diz.

De acordo com a Diretoria de Cultura, Dicult, idealizadora e responsável pelo PIAC Docente/Técnicos, e PIAC Estudantil, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc/UFU), as propostas apresentadas devem promover o fortalecimento da cultura e/ou da arte integradas ao ensino, à extensão e à pesquisa de modo indissociável, ampliando a atuação da universidade com as transformações sociais, e com o fortalecimento da cidadania. O Dicult, professor Alexandre Molina, avalia: “O programa contribuiu para a autonomia dos estudantes, técnicos e professores na realização de atividades culturais, tendo sua construção consolidada a partir de estreito diálogo com a comunidade acadêmica”.

 

2018

O PIAC acolherá propostas para a primeira etapa até o dia 26 de fevereiro de 2018. De acordo com o edital, todas as propostas serão submetidas via e-mail e contarão com a análise de uma comissão de especialistas no campo da promoção e da gestão cultural, nomeados pela Proexc. Confira o cronograma de chamadas:

Período de realização da ação                              Data limite para submissão da proposta

De 7 de maio a 8 de julho de 2018                             Até as 23:59 do dia 26 de fevereiro de 2018

De 9 julho a 30 de setembro de 2018                        Até as 23:59 do dia 4 de maio de 2018

De 1 de outubro a 31 de dezembro de 2018             Até as 23:59 do dia 10 de agosto de 2018

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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