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Proexc recebe Macaé Evaristo para Seminário Nacional de Educação na UFU

Aconteceu entre os dias 02 e 05 de dezembro, nas dependências da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mais uma edição do Seminário Nacional de Educação para as Relações Étnico-Raciais. O evento foi direcionado a pesquisadores em diferentes níveis da formação cientifica, profissionais da Educação Básica, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, bem como coordenadores pedagógicos, supervisores de ensino, movimentos sociais, produtores culturais e ativistas da luta antirracista.

Foto: Milton Santos

Luciane Ribeiro Dias Gonçalves, professora no campus Pontal - Facip/UFU, membro da comissão organizadora do evento, explica que o seminário encerra um ciclo na formação de professores do Curso de Educação Para As Relações Étnico-Raciais. Segundo Gonçalves, o evento também buscou discutir a mudança na concepção de escola, para uma organização mais diversa, além de medidas de combate ao racismo no meio acadêmico.

Rosa Margarida de Carvalho Rocha, escritora e professora, coordenadora pedagógica do curso em Uberlândia e membro do Conselho de Política e Igualdade Racial de Araguari (MG) esclarece que o curso representa uma oportunidade de formação de docentes para efetivação na escola da lei 10.139 (que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira). “É uma oportunidade de reflexão e fundamentação teórica para ações efetivas na luta contra o racismo no ambiente escolar”, afirma.

Para prestigiar o acontecimento e debater os rumos do ensino brasileiro quanto a temática étnica-racial, estiveram presentes no evento delegações de Paracatu, Ituiutaba, Uberaba, Campo Florido e Araguari. “Está sendo uma experiência ímpar, foi de grande aprendizagem para o ano de 2017”, relata Eliezer José de Oliveira, participante dos módulos do curso, e presente no evento.

A programação do seminário abriu espaço para conferências com pesquisadores (a) negros de grande conhecimento cientifico na área; mesas redondas, apresentação de pôster acadêmicos, relatos de experiências, apresentações culturais e seções temáticas para exposição de trabalhos. Dentre os convidados estava a Secretária de Educação do Estado de Minas Gerais, Macaé Maria Evaristo dos Santos, que fez um balanço de como se deu a mudança no padrão acadêmico nas escolas estaduais de Minas Gerais.

A professora Macaé destacou a importância da criação dos Núcleos de Pesquisa e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora (Ubuntu/Nupeeas), responsáveis por projetos de iniciação científica no Ensino Médio da Rede Estadual de ensino mineira. “O objetivo do programa é constituir núcleos de pesquisa nas escolas de Ensino Médio, organizados e coordenados por professores, mas com a participação dos estudantes. É um trabalho coletivo”, afirma.

Macaé Maria Evaristo dos Santos - Foto: Milton Santos

Nesse contexto, Rosa Margarida salienta que nunca foi tão necessário a presença da academia (universidade) em diálogo com a Educação Básica como agora, e que essa interlocução é fundamental. A educação básica agora busca deixar ser objeto de pesquisa para ser protagonista nessa pesquisa”, finaliza.

 

Serviço - Equipe Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC Proexc): Bárbara Fernandes, estagiária de graduação em Jornalismo; Eduardo Gomes, estagiário de graduação em Design; e supervisão de José Amaral Neto, coordenador do ObEXC.

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por: Bárbara Fernandes, estagiária em graduação, ObEXC
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Proexc na Olimpíada Universitária da UFU

Proexc na Olimpíada Universitária da UFU

O segundo semestre letivo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é agitado e sempre muito aguardado pelos discentes. Durante um mês - 10 de novembro a 10 de dezembro esse ano - acontece a Olimpíada Universitária da instituição, que reúne mais de 2.300 atletas das 23 associações atléticas acadêmicas participantes. A competição abrange seis modalidades coletivas (basquete, futebol de campo, futsal, handebol, peteca e vôlei) e sete individuais (atletismo, judô, natação, tênis de campo, tênis de mesa, xadrez e esporte eletrônico).

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) marcou presença no evento em duas modalidades, atletismo e natação, por meio da sua bolsista, a estagiária em Jornalismo, Bárbara Santa Olalia Fernandes. A estudante pratica esporte desde criança e conta que depois que entrou na Universidade o amor por ele só cresceu. “O esporte universitário tem muito o que melhorar no Brasil ainda, mas na UFU encontrei uma estrutura e um incentivo que não imaginava ter”, afirma ela.  

    

Bárbara (de boné roxo) durante a prova dos 5km feminino. Foto: Thiago Crepaldi para o Arquibancada UFU

 

No dia 25 de novembro Bárbara participou do atletismo, realizado no Sesi Gravatás. Competiu na prova de 5km e alcançou a 8ª colocação dentre as 14 competidoras. Na natação ficou em 6º lugar nos 200 metros livre feminino, 7º nos 50 metros peito feminino e 7º no revezamento 4x50 livre, junto com a equipe da sua atlética, a Humanas. “Conciliar estudos, estágio e treino não é fácil, mas o bom ambiente de trabalho no Observatório de Extensão e Cultura (ObEXC) proporcionado pela Proexc não atrapalha em nada”, conta.

O coordenador do ObEXC José Amaral Neto acompanhou a preparação de Bárbara Fernandes: “Ela é pura inspiração. Entusiasta nas atividades da sua “Atlética” que nos contagia. É muito dedicada e comprometida com o trabalho que vem fazendo no Observatório de Extensão e Cultural da Proexc, onde desenvolvemos jornalismo institucional. Bárbara tem se revelado uma promissora jornalista em construção”, declarou.

O 1º lugar foi de Ariadenes de Souza Soares, da Educação Física, Sophia Cerceau Pinto Coelho da Medicina ficou em 2º lugar e Thalita Angélica Gomes Borges, do Direito em 3º. Foto: Thiago Crepaldi para o Arquibancada UFU

“Vi no estágio da Proexc uma oportunidade de estar em contato com a minha profissão escolhida para além das salas de aula. Pude colocar na prática toda teoria estudada e vivenciar no dia a dia o Jornalismo. A equipe ObEXC é receptiva e sempre pronta a ajudar.”, finaliza Bárbara.

 

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Revista Em Extensão comemora aniversário

"A Revista Em Extensão é publicada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e destina-se à divulgação de trabalhos na temática extensão universitária.  Os textos publicados neste periódico apresentam conteúdo interdisciplinar vinculado às áreas temáticas estabelecidas no Plano Nacional de Extensão (Comunicação, Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Trabalho) e convergem para a intensificação da interação dialógica entre os saberes e do papel formativo-pedagógico da extensão para os sujeitos envolvidos no processo extensionista."

 

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por Observatório de Extensão e Cultura, ObEXC
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Proexc UFU é evidenciada em site da Fiocruz

A ação de extensão “Universidade Amiga do Idoso” (UNAI), que integra o conjunto de atividades do programa “Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida para a Terceira Idade”, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), foi destaque no site da Fundação Oswaldo Cruz, como modelo no âmbito da saúde da pessoa idosa.

A coordenadora do projeto, professora Karina do Valle Marques, explica que o projeto seleciona no início do ano, 100 idosos para participar de um conjunto de oficinas de formação. No final, os participantes recebem um certificado de participação com o título de "Promotor do Envelhecimento Ativo e Saudável”. As aulas acontecem no campus Umuarama e no Campus Santa Mônica, junto aos universitários da UFU. “A programação é desenvolvida obedecendo ao calendário acadêmico da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) ”, afirma Karina.

A Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde, é a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. O objetivo da mesma é promover a saúde e o desenvolvimento social, além de gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico. A coordenadora do UNAI enxerga o reconhecimento da ação pela Fiocruz como um espaço para a difusão, além da UFU, do trabalho realizado. “Isso dá uma grande visibilidade a nossa atividade, é gratificante”, acrescenta a professora Karina.

As atividades propostas pela UNAI são subdivididas em obrigatórias (regulares e em grupo) e optativas (oficinas e palestras). Fundamentos em gerontologia, direito do idoso, informática, atividades físicas, recreativas e de lazer, dança, teatro, bem-estar e saúde, primeiros socorros, cozinha afetiva, qualidade de vida, aprendizagem e memória, inteligência emocional e artesanato são alguns dos temas abordados pela UNAI. A primeira turma foi formada em dezembro de 2016.

 

 

A professora Karina explica que a iniciativa começou a ser desenvolvida em 2015 a partir do programa “Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida para a Terceira Idade” da Faculdade de Medicina da UFU com apoio da Proexc e colaboração de professores da UFU dos cursos de Enfermagem, Sistema de Informação, Ciência da Computação, Dança, Teatro, Psicologia, Escola Técnica de Saúde e vários outros setores da UFU e externos a UFU como a Secretaria de Saúde e Conselho Municipal do Idoso.

“A UNAI UFU nasceu da necessidade de integrar palestras educativas voltadas a formação dos idosos, pensando neles como educadores populares para atuação em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida tornando eles promotores envelhecimento ativo e saudável”, explica a coordenadora. Elucida também que a UNAI UFU tem a missão de desenvolver a qualidade de vida, autonomia, respeito, a promoção da atividade física e da saúde entre a população idosa. É uma proposta multidisciplinar de intervenção, promoção de saúde e pesquisa voltada ao campo do envelhecimento humano.

Os recursos da ação são provenientes do Edital Proext 2015, alocado na Proexc UFU. karina esclarece que além da parte orçamentária e burocrática, a Proexc, através de seus gestores e funcionários, orienta e incentiva para que tudo seja cumprido de acordo com edital, e também auxilia no treinamento da seleção da equipe de bolsistas que integra o projeto. “Coordenar um programa como esse sem o profissionalismo e orientação de toda a equipe da Proexc seria impossível”, reconhece.

 

 

O Proext 2015 é um instrumento governamental de fomento a extensão universitária, que abrange projetos e programas com ênfase na formação dos discentes e na inclusão social. No edital, além de todas as normas de submissão e avaliação das iniciativas, consta também o objetivo geral do mesmo, que é: potencializar o processo extensionista dentro das universidades públicas, por meio do estimulo do desenvolvimento social da localidade e do espírito critico dos estudantes.

Segundo a coordenadora, a iniciativa proposta possui perfil acadêmico, sociocultural e de extensão universitária o qual permite abrir as portas para um segmento da população sedento de oportunidades na cidade de Uberlândia-MG, bem como abrir um espaço de convivência social, de aquisição de novos conhecimentos voltados para o envelhecimento ativo, sadio, digno e, sobretudo, na tomada de consciência da importância de participação do idoso na sociedade, enquanto sujeito histórico. “O grande interesse desse programa é propiciar aos idosos instrumentos que os tornem capazes de enfrentar as mudanças físicas e emocionais desta etapa da vida, que são fundamentais para que o indivíduo continue sendo reconhecido como um sujeito autônomo capaz do exercício pleno da cidadania”, finaliza.

Do dia 11 ao dia 14 de dezembro, será realizado o “ Espetáculo Vaidoso – qual é o seu talento? ”, no qual os idosos apresentarão poemas, danças, artesanatos e comidas. No dia 15, será realizada uma cerimônia de formatura, semelhante a uma colação de grau tradicional da UFU, que finalizará as atividades de 2017.

 

 

 

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Fundação Getúlio Vargas premia ação quilombola do Cieps campus Patos de Minas

No dia 10 desse mês, a união da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Associação dos Remanescentes do Quilombo de Teodoro, Oliveira e Ventura (ARQTOV) rendeu frutos. Em evento que aconteceu na Escola de Administração da FGV em São Paulo, o projeto “A Mulher Negra Como Protetora da Identidade Quilombola” ganhou o prêmio de melhor projeto de conexão local do ano na instituição.

O projeto é uma parceria entre a UFU campus Patos de Minas, com a FGV São Paulo e a Associação quilombola. Segundo Peterson Gandolfi, coordenador do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps) em Patos de Minas (MG) e responsável pelo apoio e implementação do trabalho no âmbito da UFU, o reconhecimento da ação dá visibilidade e fortalece o trabalho e a parceria da UFU com os grupos Quilombolas da região do Alto Paranaíba. “Estamos muito honrados e felizes por conseguir cumprir a nossa missão de desenvolvimento e transformação da comunidade por meio da pesquisa e extensão”, afirma.

Gandolfi explica que o Cieps, é um laboratório que serve como plataforma de projetos de extensão da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) e de diálogo com ações de pesquisa e ensino. “O que estamos fazendo é, com o apoio da Proexc, implementando a interdisciplinaridade a partir da extensão. O prêmio conquistado está associado a uma atividade desenvolvida pelo Centro”, finaliza.

A equipe de pesquisa é composta por estudantes de graduação em Administração Pública, Aline Fernandes e Marcela Garcia, com supervisão da doutoranda Aline Barbosa, todas da FGV/SP e apoio e prática do professor Gandolfi. O objetivo do estudo era compreender as diferentes formas pelas quais a mulher negra resguarda a identidade quilombola. Para isso, o grupo realizou um estudo in loco, no município de Patos de Minas, através de entrevistas com treze mulheres inseridas dentro do movimento indenitário quilombola da cidade. Outro processo efetivado, foi o de análise documental, levantamento bibliográfico e observação direta e participante. “Visitamos espaços de manifestação cultural, como terreiro de umbanda, o treino de capoeira e outros”, conta Aline.

 

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Proexc apoia em Ituiutaba atividade do campus Pontal Facip/UFU

A Faculdade de Ciências Integradas do Pontal (Facip) – campus Pontal da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), realiza levantamento de doenças crônicas e fatores de risco, em ação voltada para a saúde pública e para prevenção de males na população da cidade de Ituiutaba. A iniciativa é vinculada ao Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Doenças Crônicas Não Transmissíveis.

 O grupo, criado em 2014, surgiu após a publicação do plano de enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis pelo Governo Federal e a chamada do Ministério da Saúde para que pesquisadores pudessem colaborar com levantamentos epidemiológicos, explica Luciana Calábria, coordenadora do projeto. A equipe desenvolve o levantamento de diabetes, hipertensão e obesidade, bem como de seus fatores de risco, nos moradores de Ituiutaba/MG (população rural e urbana). “Vários dados foram levantados, alguns publicados e outros já encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde e/ou Ministério da Saúde”, diz.

De acordo com Luciana, a equipe é muito dinâmica e renovada a cada semestre. Estudantes dos cursos de Ciências Biológicas e Ciências Sociais, bem como docentes e técnicos podem fazer parte dele. Esclarece que o grupo atua tanto no estudo e na discussão de artigos e documentos oficiais publicados pelos Ministérios, como no levantamento de dados sócio demográficos, clínicos e de hábitos de vida dos moradores de Ituiutaba, além da promoção de ações extensionistas que atuam na prevenção, no combate e no controle das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTS).

As DCNTS, evidenciadas no diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e obesidade, são foco do grupo e atualmente, as principais causas de morte no Brasil, correspondendo a mais de 70%, conta Luciana. Por esse motivo, a importância da ação realizada pelo grupo se dá ao passo que fornece aos discentes-pesquisadores, as condições necessárias para a coleta e análise de dados sobre o referido tema. A partir daí, de maneira extencionista, há um contato com a realidade da comunidade de Ituiutaba, bem como a orientação da população quanto à prevenção dos fatores de risco para as DCNTS. “As ações do grupo visam conscientizar os envolvidos sobre a importância de se prevenir o desenvolvimento das DCNTS uma vez que elas geram incapacidades funcionais, são silenciosas e são acumulativas ao longo dos anos”, complementa Luciana.

A coordenadora da ação destaca que a Pró-reitoria de Extensão e Cultura da UFU (Proexc) é uma grande parceira do grupo, uma vez que todas as ações são cadastradas no SIEX e recebem apoio para sua execução. “Foi a partir da aprovação do PEIC 2015 (SIEX 12440 - Atenção preventiva e educativa em saúde do idoso: o saber e o fazer compartilhados em Ituiutaba - MG) que as ações extensionistas ganharam força nas comunidades urbana e rural para atendimento aos idosos”, finaliza.

Luciana Karen Calábria é professora na UFU, por meio da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal. Cursou doutorado e mestrado em Genética e Bioquímica e graduação - bacharel e licenciada - em Ciências Biológicas na mesma instituição. Possui curso técnico em Patologia Clínica e Biodiagnóstico na Escola Técnica de Saúde (ESTES-UFU). Atuou como professora e pesquisadora nos cursos da área de saúde na Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares (UFJF/GV) e como professora e pesquisadora no curso técnico em Análises Clínicas na Escola Técnica de Saúde (UFU). É membro colaborador do Núcleo de Estudo da Pessoa Idosa (NEPI) da UFJF/GV.

 

 

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Extensão em 30 anos de Forproex

A Diretora de Extensão da Pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Uberlândia (Proexc/UFU), professora Vânia Aparecida Martins Bernardes, representando o Pró-Reitor da Proexc, professor Hélder Silveira, participa nessa semana do 42º Encontro Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições de Educação Superior Brasileiras (Forproex). O evento acontece entre os dias 16 e 18 de novembro em Florianópolis – SC e contará com uma programação especial em comemoração aos 30 anos do Forproex.

A organização local é da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), juntamente com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Educação de Santa Catarina (IFSC). Sob o tema “Os rumos da extensão universitária brasileira: 30 anos do Forproex”, o encontro tem como objetivo estimular o avanço de pontos cruciais para a consolidação da extensão universitária no Brasil e conta com a participação de mais de 70 instituições de ensino superior.

A 42ª edição do Forproex, em que a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) se faz presente, abriu espaço para a discussão de proposta de resolução que estabelece as diretrizes para a Política de Extensão na Educação Superior Brasileira. Essa resolução é considerada um marco histórico do Forproex e a mesma será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação.

A abertura do evento foi comandada pelo historiador e educador José Eustáquio Romão, que acompanhou o pedagogo brasileiro Paulo Freire por 11 anos, sendo diretor-fundador do Instituto Paulo Freire e uma das maiores autoridades no Brasil sobre o Plano Nacional de Educação.

Romão, em sua fala ressaltou a vitalidade e o dinamismo como virtudes essenciais dos pró-reitores presentes, visto que essa já é a 42º edição do encontro. “A extensão, como missão da universidade brasileira, juntamente com a pesquisa e o ensino, articula a sociedade com o meio acadêmico. Aquilo que a universidade produz ela oferece à sociedade e vice-versa”, completa o educador.

O Fórum, criado após o período ditatorial brasileiro, é um marco para a questão da extensão na educação do país, comenta José Eustáquio. O professor explica que o mesmo regulariza a extensão e trabalha no sentido de definir o papel extensionista dentro das instituições de ensino superior. “A extensão no século XXI é a missão institucional mais importante da universidade”, finaliza.

O Forproex é uma entidade voltada para a articulação e definição de políticas acadêmicas de extensão, comprometida com a transformação social para o pleno exercício da cidadania e o fortalecimento da democracia. São membros natos do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, com direito a voz e voto, os Pró-Reitores de Extensão e titulares de órgãos congêneres das Instituições de Ensino Superior Públicas Brasileiras (fonte: Rede Nacional de Extensão – Renex).

 

 

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Cursinho AFIN: o elo entre o Ensino Médio e a Universidade Federal de Uberlândia

O Cursinho Ações Formativas Integradas (AFIN) é um projeto que oferece aulas gratuitas para estudantes que já concluíram, ou que estejam cursando o terceiro ano do Ensino Médio, em uma escola pública de Uberlândia ou região. A professora responsável pelo Cursinho no campus UFU da cidade de Monte Carmelo, Ana Carolina Siquieroli, explica que os alunos participantes são selecionados por meio de edital, com ênfase a candidatos considerados menos favorecidos mediante critérios socioeconômicos.

Todos os professores do cursinho são discentes da UFU e ministram, de forma voluntária, aulas de Biologia, Química, Física, História, Geografia, Português, Matemática e Língua Inglesa, cuja abordagem visa reforçar o conhecimento do Ensino Médio auxiliando os alunos na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A coordenação geral do Cursinho Afin nos campi UFU é da diretora de extensão da Pró-Reitora de Extensão e Cultura, professora Vânia Bernardes.

O cursinho em 2017 teve início em 06 de fevereiro, e acolheu 117 estudantes, divididos em Turma A e Turma B. Quatro estudantes foram aprovados no vestibular da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - ingressaram nos cursos de Engenharia Aeronáutica, Engenharia de Agrimensura e Cartográfica, Sistema de Informação e Agronomia. “Os alunos que foram aprovados são uma grata surpresa no decorrer do caminho”, afirma a professora.

André Souza (17), aprovado em Engenharia Aeronáutica, revela: “o cursinho me deu o conhecimento que faltava para que eu pudesse aliar tudo o que eu havia aprendido no Ensino Médio e conquistar a tão sonhada vaga na UFU”. 

André Souza (17), a esquerda, aprovado em Engenharia Aeronáutica, revela: “o cursinho me deu o conhecimento que faltava para que eu pudesse aliar tudo o que eu havia aprendido no Ensino Médio e conquistar a tão sonhada vaga na UFU”. Para Elismar Gonçalves Martins, a direita, de 31 anos e aprovado em Sistema de Informação, o cursinho foi de grande valia para atualizar o conhecimento já obtido anteriormente, uma vez que ele havia saído do Ensino Médio a muito tempo. “Os professores são bastante capacitados e me ajudaram muito”, finaliza.

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da UFU vem desenvolvendo o Programa em todos os campi da UFU. Ana Carolina explica que o apoio da Proexc, no campus de Monte Carmelo, especificamente, é fundamental para a realização do AFIN. Conta que lá, o trabalho é feito desde 2012 e que trata de uma ação extensionista de grande complexidade, já que são 15 bolsistas e atividades com vigência de 8 meses. “A Proexc vem trabalhando com toda sua equipe para que o Programa continue a ser desenvolvido e que seus objetivos sejam atendidos: apoiar os jovens de Monte Carmelo e várias outras cidades da região a ingressarem no ensino superior”, conta.

A professora esclarece que o Programa é de extrema importância para a região, uma vez que devido à falta de condições financeiras para cursar cursinhos preparatórios particulares, muito jovens saem do Ensino Médio e desistem do Ensino Superior. Com o AFIN, esses jovens podem se preparar para os vestibulares de forma gratuita e com qualidade, para que possam conseguir uma vaga na universidade. “Neste sentido, o Programa busca cooperar para a redução das desigualdades sociais, no que tange as condições de competitividade dos alunos do sistema público de ensino básico, nos processos de exames vestibulares da região”, finaliza ela.

Ana Carolina Siquieroli possui graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela UFU, mestrado e doutorado pelo Instituto de Genética e Bioquímica - UFU. Atualmente é professora adjunta do Instituto de Genética e Bioquímica da UFU. Tem experiência na área de Genética, Biotecnologia, Nano-biotecnologia, Biologia Molecular, Bioquímica e Cultura celular.

 

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Proexc com o Cieps nos 2 anos de criação da Feirinha Solidária

A Feirinha Solidária viabilizada pelo Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps), órgão que é parte integrante da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), completa nesse mês de novembro, dois anos de existência. A Feirinha Solidária é uma ação realizada todos os sábados, das 8h30min ao meio dia, no Centro de Convivência (CC) do campus Santa Mônica, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Para comemorar a data, o Cieps promove amanhã (15), o “Você no Campo”, proposta que visa a interação da comunidade que frequenta a Feirinha, com os produtores. O objetivo é explicar os projetos da incubadora para os consumidores e também mostrar uma área produtiva para eles, facilitando assim o entendimento sobre o caminho percorrido pelo alimento até chegar à mesa. A atividade será desenvolvida nas Chácaras Douradinho, com saída da sede da Cieps às 16h.

A Feirinha surgiu a partir da necessidade de divulgação de agricultores orgânicos familiares da região. Além de promover o evento, o Cieps também fornece suporte técnico para essas famílias, auxiliando na construção de uma dinâmica organizacional, a fim de potencializar o trabalho realizado.  

Wellyda Maris Manuel Silva, uma das responsáveis pela organização da Feirinha Solidária, explica que o lucro obtido com as vendas é dividido de forma igualitária entre todos os produtores presentes na feira. “É uma cooperação entre todos, visando o solidário”, afirma. Ela ainda enfatiza que o Cieps é uma fase transitória na jornada empreendedora das famílias agricultoras, o objetivo é que após os aprendizados, elas sejam independentes e autossustentáveis.

Wellyda destaca que a participação da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) é fundamental para o funcionamento do projeto extensionista. “É importantíssimo termos o aval, a força do nosso pró-reitor, Helder”, finaliza.

 

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