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Uberlândia recebe o 2º Festival de Inclusão e Acessibilidade ‘Todos em Cena’

Imagem de divulgação nas cores azul, laranja e bege

Entre os dias 6 e 21 de junho, Uberlândia se transforma no polo da arte acessível com a realização do 2º Festival de Inclusão e Acessibilidade "Todos em Cena". O evento faz parte do projeto "Rota das Culturas" e oferece uma programação diversa e totalmente gratuita que une espetáculos conceituados, oficinas formativas, rodas de conversa e vivências artísticas com foco em múltiplas vertentes da acessibilidade e inclusão social. 

A iniciativa é aprovada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e pela Lei Rouanet. As atividades serão realizadas em diferentes palcos da cidade, como o Teatro Municipal de Uberlândia, o Teatro da UFU, o espaço Nininha Rocha e outras dependências da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

Organização do festival

A ideia para a criação do evento surgiu em 2024, quando o projeto "Rota das Culturas" apresentou o premiado espetáculo carioca Meu Corpo Está Aqui. Em cena, um elenco composto por um surdo não oralizado, uma pessoa amputada, uma com nanismo e um usuário de cadeira de rodas com paralisia cerebral falava abertamente sobre seus corpos, relacionamentos e desejos. Durante a apresentação, dois casais abandonaram o teatro antes do fim. Segundo Carlos Guimarães, idealizador do festival, o abandono ocorreu porque a peça não atendeu à expectativa dessas pessoas: "Incomodou o fato de serem postas em cena histórias reais de pessoas com deficiência, mostrando que são seres humanos dotados dos mesmos sentimentos que as pessoas sem deficiência. Mas, em vez de recuarmos diante dessa insatisfação, decidimos avançar e criar o Todos em Cena, em 2025, para devolver o protagonismo a esses segmentos."

O idealizador do projeto ressalta, ainda, que a programação surge a partir de um processo de escolha coletiva das atividades. Juntos, profissionais da área de acessibilidade – incluindo consultores com deficiência – selecionam as obras e oficinas que irão compor o evento.

Priscila Gadelha, intérprete de Libras e responsável pela acessibilidade geral do Todos em Cena, explica o grande desafio técnico e humano de coordenar a estrutura para atender a um público tão diverso. "As pessoas com deficiência fazem parte de um grande público, com diversas necessidades específicas. Para cada recurso de acessibilidade que prestamos, nós temos consultores que são usuários desses recursos para nos dizer se estamos no caminho certo", ressalta Gadelha.

 

Encontros e oficinas

Neste ano, as atividades formativas reúnem artistas, educadores e pesquisadores de diversas partes do Brasil. Confira, abaixo, a programação:

  • 06/06 (sábado): Escuta em Movimento: Navegando pelo Som, com Maestro Thomas Davison, da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos (no Teatro Municipal);
  • 07/06 (domingo): Oficina de Construção de Esculturas Sonoras e Elétricas, com Rafael Naufel (no Teatro Municipal);
  • 09/06 (terça-feira): Esboço para a Luta Artística, com Rafael Costa, sobre Hilda Hilst, psicanálise e criações antimanicomiais (no Teatro da UFU);
  • 11/06 (quinta-feira): Quem Conta a História?, com Samuel de Assis (no Teatro Municipal);
  • 11/06 (quinta-feira): Vivência com o Método de Treinamento Artístico do Grupo Os Menestréis, com Deto Montenegro e equipe (no Teatro Municipal);
  • 12/06 (sexta-feira): Roda de Conversa com as Irmãs Kutner, com Ana Kutner, Bel Kutner e Clara Kutner (na UFU);
  • 20/06 (sábado): Oficina de Atuação com Animação de Bonecos, com Marise Nogueira, da Cia Artesanal de Teatro (na UFU).

 

Apresentações culturais

A relação engloba diferentes expressões artísticas, como montagens teatrais e musicais. Confira, abaixo:

  • 07/06 (domingo), às 20h: Orquestra Sinfônica de Cantores Cegos (Eixo: Deficiência Visual) – no Teatro Municipal;
  • 08/06 (segunda-feira), às 20h: Me Chame Pelo Meu Nome (Eixo: Arte Surda e Gênero) – no Espaço Nininha Rocha;
  • 09/06 (terça-feira), às 20h: Esboço (Eixo: Saúde Mental) – no Teatro da UFU;
  • 10/06 (quarta-feira), às 20h: Noturno Cadeirante (Eixo: Deficiência Física) – no Teatro Municipal;
  • 11/06 (quinta-feira), às 20h: E Vocês Quem São? (Eixo: Antirracismo) – no Teatro Municipal;
  • 12/06 (sexta-feira), às 19h: O Meu Amor é Cego (Eixo: Deficiência Visual) – no Teatro da UFU;
  • 13/06 (sábado), às 17h: Passarinho (Eixo: Gênero) – no Teatro da UFU;
  • 20 e 21/06 (sábado e domingo), às 18h: Azul (Eixo: Autismo) – no Teatro da UFU.

 

Inscrições

Todas as oficinas e apresentações possuem inscrições gratuitas. Para garantir a participação nas atividades, acesse o formulário disponível neste link.

 

Inclusão

Com a edição deste ano, o festival busca consolidar uma transformação profunda no campo da representatividade em Uberlândia. A coordenadora Priscila Gadelha aponta que o verdadeiro sucesso está em ir além de oferecer apenas a estrutura técnica, garantindo a ocupação real dos espaços pelas pessoas com deficiência. "A inclusão é fazer com que as pessoas se sintam parte, fiquem realmente envolvidas. Estamos conseguindo fazer com que as pessoas com deficiência não estejam ali apenas como meras espectadoras dos espetáculos, mas fazendo parte desse movimento e vendo pessoas com deficiência no palco também, e isso tem feito toda a diferença", avalia.

Essa perspectiva de constante evolução também é compartilhada por Marina Vargas, integrante da equipe de audiodescrição. "Tem sido uma experiência de muito aprendizado e interação, porque a cada espetáculo novas possibilidades de comunicação se abrem e se multiplicam", afirma Vargas, indicando que o retorno do público tem sido amplamente receptivo: "Os participantes afirmam que a experiência com a audiodescrição acrescentou muitas informações ao espetáculo. A inclusão é uma realidade que só amplia e enriquece a experiência artística."

Área de Atendimento: 
Autoria: 
Por Renan dos Santos
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2019- RESOLUÇÃO Nº 09/2019, do CONSEX- Disciplina a utilização de espaços da Universidade para a arte do grafite

Disciplina a utilização de espaços da Universidade para a arte do grafite e dá outras providências. A arte do grafite nos campi da Instituição tem o objetivo de valorizar o patrimônio público e se baseia em uma técnica de pintura usada para aplicar diversas formas de desenhos, inscrições caligrafadas ou outras manifestações artísticas, aplicadas nos muros, postes, colunas e outros espaços acadêmicos.
Número: 
09/2019
Data de publicação: 
quarta-feira, 25 Setembro, 2019
Tipo de legislação: 
Áreas de Atendimento: 
Âmbito da legislação: 

UFU realiza mais uma edição do Arte na Praça

UFU realiza mais uma edição do Arte na Praça

Evento acontece nesse domingo (15/9) na praça Sérgio Pacheco

 

Em setembro, Uberlândia recebe mais uma edição do Arte na Praça, um dos projetos culturais mais longevos da UFU, promovido pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), através de sua Diretoria de Cultura (Dicult). O evento acontece no dia 15/9, a partir das 14h, na praça Sérgio Pacheco, e contará com seis shows gratuitos: Joe Silhueta, Luisa e os Alquimistas, Castello Branco, Natania Borges e Azenza, Duda in the sky e Cinema Invisível, sendo essas três últimas atrações formadas por artistas que fazem ou que fizeram parte da comunidade universitária da UFU.

Realizado desde 2003, o Arte na Praça valoriza a arte independente, através da produção musical autoral, com o objetivo de democratizar e socializar a produção no campo da cultura, promovendo o intercâmbio e a difusão de artistas locais, regionais e nacionais. Visando a disseminação cultural em outras cidades onde a UFU possui sede, o Arte na Praça esteve nas cidades de Ituiutaba e Monte Carmelo, em 2018, e está programado para acontecer também em Patos de Minas, em novembro desse ano.

Desta vez, a edição de Uberlândia do Arte na Praça acontece em conexão com o Festival Timbre. O evento reúne uma diversidade de expressões artísticas com uma programação repleta de música, iniciando suas atividades no dia 12/9, na Granja Marileusa, e nos dias 13 e 14 no Teatro Municipal de Uberlândia. A programação completa do Timbre você acessa em www.festivaltimbre.com.br 

A parceria de grandes festivais de música com o Arte na Praça não é de hoje. A visibilidade do projeto, desde sua criação, promoveu e contribuiu com a realização de outros festivais, como o Mineiro Beat, Jambolada, UdiRock, o Festival Timbre, entre outros. Dessa forma, a UFU contribui para o fortalecimento da cena musical local, além de posicionar Uberlândia como uma das cidades com a maior agenda cultural do interior de Minas Gerais.

Dados:

Arte na Praça conexão Festival Timbre

Dia 15/O9 (Domingo), a partir das 14h

 

CASTELLO BRANCO (Rio de Janeiro/RJ)

CINEMA INVISÍVEL (Uberlândia/MG)

DUDA IN THE SKY (Uberlândia/MG)

JOE SILHUETA (Brasília/DF)

LUÍSA E OS ALQUIMISTAS (Natal/RN)

NATANIA BORGES E AZENZA (Uberlândia/MG)

*Acesso gratuito

 

Confira os detalhes das atrações do Arte na Praça:

NATANIA BORGES E AZENZA (Uberlândia/MG)

Natania Borges e Azenza é uma banda que sonha e acredita na riqueza e nas raízes do seu estilo. Ligadas às raízes da vocalista, que é natural de Salvador-BA, a banda compõe-se musicalmente de ritmos baianos, ligando Axé, MPB e toda a diversidade de estilos musicais, denominando-se como um novo estilo: Axé Mistyc. Natania surgiu em 2012 no cenário da música uberlandense, e em 2017 lançou seu primeiro trabalho autoral, com o título “Resistência”. Neste mesmo trabalho incorpora a Banda Azenza e juntos desenham, através da arte, o dia a dia daqueles que resistem. O show traz em sua composição cores, misturas, diferenças e muita originalidade.

CINEMA INVISÍVEL (Uberlândia/MG)

Cinema Invisível é uma ação entre amigos em quem a anatomia enlouqueceu e só bateu ali foi coração e pandeiro.  Fundada em 2018, a banda é nativa de Uberlândia e já faz vez vários shows pela cidade. “SEU NOME" é o quarto EP de Cinema Invisível, comemorando um ano de existência. A banda lança esse trabalho consolidando uma fase de experimentação, composição e produção musical independente.

JOE SILHUETA (Brasília/DF)

Joe Silhueta é a alcunha musical do compositor Guilherme Cobelo. O projeto, que é baseado em Brasília-DF, é uma original fusão de ritmos e tradições musicais brasileiras com elementos da cultura pop e uma sonoridade que remete às sínteses tropicalistas. Com dois EP’s, dois videoclipes e um single duplo lançados, Joe Silhueta foi escalado ao longo de 2016, 2017 e 2018 para tocar em importantes palcos do Brasil (Festivais Psicodália, Morrostock, Satélite 061, Porão do Rock, Picnik, CoMA, Cena Cerrado, DoSol, Móveis Convida, bem como duas noites na SIM SP).

LUÍSA E OS ALQUIMISTAS (Natal/RN)

A banda Luísa e os Alquimistas é fruto do intenso cenário musical de Natal-RN e desde 2015 vem circulando por várias cidades e festivais na região Nordeste. Seu primeiro álbum, “Cobra Coral”, foi lançado no início de 2016 e fez com o que o grupo liderado pela cantora Luísa Guedes levasse seu som a palcos como DoSol, MADA, Recbeat, Encontro da Nova Consciência e também por inferninhos “alternês” e muitos eventos independentes.

CASTELLO BRANCO (Rio de Janeiro/RJ)

Do Rio para a música do Brasil para o mundo, desde a infância, Castello Branco e sua banda cresceram rodeados por influências nada convencionais que os transformaram em artistas sensíveis o bastante para tocarem o coração de seus fãs no primeiro acorde, ao mesmo tempo em que embalam os corpos com ritmos de êxtase sensorial. Difícil de explicar, mais difícil ainda de rotular, Castello Branco e sua banda são artistas para experimentar sem moderação e em várias situações.

DUDA IN THE SKY (Uberlândia/MG)

Duda é mineira, nascida, criada e residente em Uberlândia. Se autodenomina In the Sky por conta da grande influência dos Beatles. Compositora, cantora e multi-instrumentista, Duda, no alto de seus 19 anos, traz na sua essência a doçura e a força de uma voz única. A mineira, se envolveu com música desde muito cedo e sua maior vontade é alcançar e sensibilizar cada vez mais pessoas com seu som. Toca violão, ukulele, escaleta, um pouco de percussão... e consegue tocar o coração das pessoas onde quer que vá com suas composições sinceras e únicas.

 

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