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Segunda edição do ‘Fim de Tarde Cultural’ conta com apresentações de teatro e artes visuais no Campus Umuarama

Cartaz de divulgação do evento "FIM DE TARDE CULTURAL", com símbolo de sol em azul sobre fundo bege. Informa a data e horário: "7 de outubro, às 17h30", e o local: "Centro de Convivência UFU Umuarama". No topo, há os logos da UFU, da Proexc e da Dicult.

O Centro de Convivência do Campus Umuarama da UFU recebe, na próxima quarta-feira (7/10), às 17h30, a segunda edição do projeto “Fim de Tarde Cultural”. Promovida pela Diretoria de Cultura (Dicult), por meio da Divisão de Promoção Cultural (Diproc), a ação dá continuidade ao circuito mensal de apresentações artísticas destinadas à comunidade acadêmica e ao público em geral.

A proposta visa ocupar os espaços de convivência no término das aulas e do expediente, valorizar a produção artística universitária e promover momentos de lazer e integração nos campi.

 

Teatro autoral e conscientização

Nesta edição, a programação cênica traz a apresentação de um espetáculo teatral infantojuvenil concebido e escrito por Samira Benassi. A montagem acompanha a jornada de três amigas em um cenário distópico no qual guardiões racionam a água do planeta, motivando as personagens a partirem em busca da água pura – elemento que elas só conhecem por relatos – na natureza.

A peça foi criada originalmente em 2025 para a Semana Mundial da Água, a convite do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), e desenvolvida, de forma voluntária, ao longo de dois meses. Diante da ausência de dramaturgias prontas com essa premissa, o grupo construiu a narrativa a partir de jogos e exercícios de improvisação teatral. "O processo criativo é contínuo, ele nunca acabou. Desde a primeira apresentação em 2025 até hoje, muitas mudanças rolaram porque estamos sempre ensaiando, encontrando novas possibilidades, melhorando pontos e improvisando. É um espetáculo 100% autoral do nosso grupo", relata Benassi.

 

Território, identidade e dança

Outro destaque da programação é a intervenção artística idealizada por Thuany Nazareth, concebida a partir de uma investigação audiovisual interativa que relaciona território, memória e movimento. Desenvolvida ao longo de 11 meses, entre a concepção inicial e a sua primeira exibição em novembro de 2025, a obra nasceu da própria trajetória da artista.

Natural de Riacho de Santana, na Bahia, Nazareth partiu de sua experiência como mulher nordestina e das leituras preconcebidas que as pessoas costumam associar ao seu local de origem para problematizar o vínculo entre espaço geográfico e corporeidade. "Passei a questionar-me sobre o quanto a região em que uma pessoa cresce e se forma pode influenciar na cultura, naquilo de que gosta ou não, e no que ela dança, aqueles movimentos que surgem naturalmente do corpo numa festa de família ou quando se dança sozinha em casa", pontua a criadora.

Composta por cinco produções em vídeo dedicadas a vertentes distintas da dança com artistas convidados, a exposição aposta na autonomia do público por meio de códigos QR afixados no espaço físico, acompanhados por registros fotográficos. Ao digitalizar as etiquetas sonoras e visuais com o aparelho celular, os visitantes têm acesso a relatos, coreografias e composições visuais que fogem ao registo documental tradicional. "Gastei bastante tempo para desenhar uma direção que contasse essas narrativas não somente por meio das falas, mas também de imagens estáticas e momentos de dança dos artistas. Criar uma ligação coerente entre vídeos de linguagens tão diversas foi um processo tão desafiador quanto gratificante", destaca Nazareth.

 

Ancestralidade e memória familiar

No campo das artes visuais, a artista Isa Oliveira apresenta uma produção dedicada à negritude, à ancestralidade e ao protagonismo de mulheres negras. A estudante conta que as criações tiveram início em disciplinas de ateliê entre 2023 e 2025 e foram aprofundadas durante a elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso.

"A ideia surgiu da necessidade de retratar pessoas negras comuns em obras de arte, valorizando suas histórias e sua presença. Quis trazer para o espaço expositivo meus familiares e suas experiências, dando visibilidade às nossas memórias, afetos e a quem faz parte da nossa construção", destaca Oliveira.

A artista utiliza fotografias do arquivo pessoal como ponto de partida, articulando serigrafia, pintura, linogravura e o uso de tecidos costurados, técnica que resgata saberes manuais transmitidos em sua família.

 

Serviço

  • Evento: 2ª Edição do projeto "Fim de Tarde Cultural";
  • Data: 7 de outubro de 2026 (quarta-feira);
  • Horário: a partir das 17h30;
  • Local: Centro de Convivência do Campus Umuarama da UFU;
  • Classificação e entrada: gratuita e aberta a toda a comunidade.
Área de Atendimento: 
Autoria: 
Por Renan dos Santos
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Projeto leva ‘Fim de Tarde Cultural’ ao Campus Umuarama

Imagem de divulgação nas cores verde, laranja e creme

A Diretoria de Cultura da Universidade Federal de Uberlândia (Dicult/UFU) anunciou, no dia 21 de julho, o lançamento do projeto “Fim de Tarde Cultural”. A iniciativa tem como objetivo ocupar os espaços da universidade no encerramento do expediente e das aulas, promovendo apresentações artísticas gratuitas para aproximar a comunidade universitária, valorizar a produção cultural interna e fortalecer os laços institucionais.

Neste primeiro ciclo de 2026, o projeto será sediado no Centro de Convivência do Campus Umuarama, com edições mensais realizadas às 17h30. A proposta da Dicult é estender a ação futuramente para os demais campi da UFU.

 

Atrações

As tardes de evento contarão com uma estrutura diversificada que reúne múltiplas linguagens artísticas em cada data:

  • Apresentações de palco que variam entre modalidades de música, teatro e dança;
  • Mostras artísticas com exposição de trabalhos de artistas visuais;
  • Feiras de artesanato dedicadas à exposição e comercialização de produtos artesanais, durante todo o horário do encontro.

As performances serão protagonizadas, prioritariamente, por estudantes da UFU, mas também será permitida a participação de professores e servidores técnico-administrativos.

 

Protagonismo estudantil

Para viabilizar a ação, a curadoria do projeto seleciona propostas artísticas desenvolvidas no âmbito de editais da Dicult, como o Programa de Iniciação Artística (Pina) e o Programa Institucional de Apoio à Cultura (Piac), além de utilizar o cadastro do Edital de Credenciamento de Estudantes Artistas e Agentes Culturais da UFU.

Como forma de incentivo financeiro e apoio à permanência, os estudantes participantes receberão bolsas de cultura. A estrutura completa do evento inclui suporte de produção, transporte, iluminação e sonorização profissional.

 

Programação

Até o momento, há quatro datas de apresentações confirmadas:

  • 9 de setembro
  • 7 de outubro
  • 11 de novembro
  • 2 de dezembro

Na primeira edição do evento, nesta quarta-feira (9/9), ocorrerá a apresentação musical da artista Giselle Fernandes. Também será realizada uma exposição artística e uma feira de artesanato no espaço do Campus Umuarama.

De acordo com André Campos, coordenador da Divisão de Promoção Cultural (Diproc), da Dicult, a avaliação do impacto do "Fim de Tarde Cultural" será realizada de forma contínua, por meio de formulários do público, rodas de conversa e relatórios técnicos, buscando aprimorar e expandir as edições dos próximos anos.

Área de Atendimento: 
Autoria: 
Por Renan dos Santos
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